Saúde integral: a busca da autonomia

Figura Mockup
Figura 4: Aluno e seus pais conversando com um profissional de saúde e um professor. Fonte: NUTE-UFSC (2016).

O mesmo movimento que ocorre na educação ocorre também na saúde. O conceito de saúde integral toca a dimensão social e, portanto, inscreve-se no paradigma da promoção da saúde, de modo que o cuidado não se dá somente a partes do sujeito (modelo biomédico), mas ao sujeito em sua completude.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde como um completo estado de bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença.

 

Discutir a integralidade na saúde significa percebê-la para além da doença em si. Significa reconhecer as suas articulações sociais, seus determinantes históricos e repensar aspectos importantes da organização do processo de trabalho, gestão e planejamento, construindo novos saberes e adotando inovações nas práticas em saúde.

Nesse conjunto de desafios, existe um que é ainda maior: o desenvolvimento da autonomia. Destaca-se, aqui, a necessidade de o escolar passar a fazer escolhas na vida e de se responsabilizar por elas. Nesse sentido,  profissionais da saúde e educação podem auxiliá-lo a fazer escolhas benéficas, que vão além da oferta de informação e de conhecimento, proporcionando o estabelecimento de relações vinculares saudáveis entre todos os membros participantes da comunidade escolar.

Sendo assim, a autonomia implica na possibilidade de reconstrução dos sentidos da vida pelos sujeitos e essa ressignificação assume importância no seu modo de viver.